O Grande Exército de Jovens de Deus

29 01 2009

sxc.hu

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I – Realidade Atual:

 Gostaria que vocês imaginassem um exército. Um grande exército às vésperas de uma batalha. O inimigo está acampado bem do outro lado da colina, pronto para atacar, porém o exército em defesa enfrenta um terrível problema.

À medida que a hora do confronto se aproxima, um grande número de soldados começa a desertar. Um a um, escapam e desaparecem. Os oficiais comandantes chamam seus nomes escritos em seu registro, mas não há resposta. E então, com tristeza, balançam a cabeça e riscam o nome da lista. Novos recrutas são trazidos, mas mal conseguem cobrir o número de desertores. Os comandantes decretam medidas duras para evitar a fuga, mas nada parece ajudar.

Enquanto isso, os soldados que permaneceram se mantêm ocupados. E o que estão fazendo? Não estão marchando, treinando com suas armas ou fazendo ataques repentinos no território inimigo. Não. Foi-lhes ordenado que limpassem as latrinas e cavassem buracos – sem parar, dia após dia. Muitos deles reclamam. “Esse trabalho é tedioso e degradante, e sem nenhum objetivo também. “Há um inimigo bem atrás das colinas e por que não nos preparamos para lutar contra eles?”

Alguns soldados jovens unem-se ao exército, ansiosos para irem à batalha, mas depois de semanas e meses fazendo um trabalho sem sentido, sentem-se desanimados. “Entrei no exército errado!” Alguns exclamam enquanto depõem as armas e fogem durante a noite.

Os oficiais comandantes estão preocupados. Sabem que o inimigo está se aproximando e eles estão perdendo rapidamente um número cada vez maior de soldados. Como irão lutar com um exército desfalcado e desanimado? Alguns oficiais começam uma campanha para tornar o exército mais atrativo aos seus soldados.

Organizam partidas e jogos na tenda -refeitório; passam filmes todas as noites e organizam eventos esportivos. Os soldados apreciam o entretenimento, embora o número de desertores aumente cada vez mais. Mais tarde, quando lhes perguntaram por que abandonaram as fileiras, alguns dizem: “Sim, o entretenimento era bom, mas eu posso ir às festas e praticar esportes nas cidades vizinhas, e não tenho que me preocupar em usar uma farda ou comer a comida do exército. Por que eu deveria ficar no exército, só para me divertir?

Quando os oficiais se reúnem para decidir como devem lidar com a crise, sentemse desalentados. Examinam as estatísticas e o número de desertores continua a crescer, enquanto o número de recrutas é baixo e o ânimo é fraco. Porém, o mais grave é que atrás das colinas, eles podem ouvir o rufar distante dos tambores e o som agudo das trombetas. O inimigo está a caminho.

Hoje, eu pergunto a vocês, meus amigos, é este o quadro do nosso exército no amanhecer do século vinte e um? É este o exército da juventude adventista do sétimo dia?

Há mais de um século, Ellen G. White, a mensageira do Senhor, escreveu as palavras que têm sido o grito de conclamação para a obra da juventude desde então. A maioria de vocês conhece essas palavras e muitos as decoraram:

Com tal exército de obreiros como o que poderia fornecer a nossa juventude devidamente preparada, quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao mundo todo!”

Nestas palavras extraídas do livro Educação, encontramos a missão do jovem adventista do sétimo dia. Nossa tarefa tem sido sempre preparar a juventude e enviá-la ao mundo todo para partilhar a mensagem de salvação. Temos um grande exército!

 Com um grande potencial – muito maior do que Ellen White jamais sonhou quando escreveu essas palavras.

Aqui estamos no início de um novo século, um novo milênio, à espera do combate, com o inimigo fazendo ataques diários em nosso território, pronto para deflagrar uma terrível carnificina contra nós. Onde está nosso exército? O que os soldados estão fazendo?

Em muitos lugares, com freqüência ao longo da história, os oficiais comandantes, têm enfrentado o problema que lhes descrevi nesta parábola. Muitos de nossos jovens estão desertando da igreja. Muitos dos que ficam estão descontentes e procurando algo mais. Dedicamos nossos esforços para mantê-los no acampamento, entretendo-os, mas isso não parece contribuir para que a maré de soldados desertores abaixe em nossas fileiras.

Por que o exército do qual falei momentos atrás continua a perder seus soldados?

Porque, embora o inimigo esteja perto, e a batalha prestes a eclodir, este exército não lhes deu nada útil ou significativo para fazer? Não os treinou para a batalha ou os enviou para a luta. Os soldados mantiveram-se ocupados fazendo trabalhos insignificantes ou envolvendo-se com entretenimentos vazios, ao invés de serem enviados a realizar a tarefa para a qual foram recrutados.

Os soldados abandonaram as fileiras porque estavam entediados! Os soldados envolvidos na luta, no calor da batalha, podem ter medo, cansaço, podem até mesmo estar feridos, mas dificilmente estarão entediados!

Amigos, quero desafiá-los hoje com esse quadro mental de um exército preparando-se para a batalha. Como um exército vitorioso prepara-se para a luta? Seus soldados são treinados! Sabem qual é o alvo a ser alcançado! Estão prontos para enfrentar o inimigo! E não fogem porque estão entediados, porque sentem que o exército é irrelevante ou porque seus esforços não são valorizados. Sabem que fazem parte de um time que trabalhará em união, até que a vitória seja alcançada!

Somos inspirados pelo nosso passado, somos chamados a moldar o nosso futuro.

Quando consideramos a história do movimento jovem adventista, vemos que nossos jovens pioneiros começaram com um clara visão da batalha que estavam lutando.

Líderes jovens adultos como Tiago e Ellen White, John Andrews, Annie e Uriah Smith começaram na adolescência e no início da juventude levaram o evangelho ao mundo.

Nenhum membro mais velho da igreja estava por perto para reprová-los ou preocuparse com a juventude – a juventude era a igreja! Os jovens eram soldados que lutavam na linha da frente, ocupados lutando cara a cara com o inimigo.

Alguns anos mais tarde, pioneiros como Luther Warren e Harry Fenner, quatorze e dezessete anos de idade, viram que a liderança da igreja estava envelhecendo e que os jovens cresciam na igreja sem ter um claro senso da obra que deveriam realizar.

Assim eles formaram um grupo que se transformou na primeira Sociedade de Jovens Adventistas. Ninguém lhes disse que eram jovens demais para terem sonhos grandes, planos grandes e grandes alvos. Sua visão e liderança foram os catalisadores para este exército de jovens que estão acampados ao nosso redor hoje.

II – Qual é o Nosso Desafio Hoje?

Nosso desafio hoje é revestir-nos do espírito de luta que tem inspirado alguns de nossos jovens e contagiar todo o exército com ele. Como uma pequena fagulha que, em contato com a palha seca, provoca um grande incêndio, queremos ver esta geração de jovens em chamas para Jesus, pronta para concluir Sua obra.

Como faremos isso? Em torno de dois alvos simples: Salvação e Serviço. Mais do que enfatizar como podemos manter a juventude na igreja, como vamos entretê-los, ou como vamos mantê-los longe de encrencas, vamos focalizar sua salvação – convidando-os a experimentar um relacionamento de salvação com Jesus Cristo. E vamos prepará-los para o serviço em suas comunidades e em seu mundo, de modo que possam se engajar na batalha, assim que se unirem ao exército.

Em termos práticos, o que isso significa?

  • Devemos tornar os jovens, discípulos conduzindo-os a um relacionamento com Jesus – que durará a vida toda. Precisamos mostrar-lhes que Jesus pode habitar em seu coração através do Espírito Santo – e não apenas durante uma Semana de Oração ou um congresso jovem, mas em todos os seus anos adolescentes, na fase adulta, e até o fim.
  • Precisamos lidar com os desafios de uma sociedade pós-moderna, de uma geração jovem pós-moderna que não mais considera as coisas em termos de absolutos, mas que tudo é relativo.

  • Precisamos planejar abordagens novas e criativas para ministrar e alcançar.

  • Os métodos que trouxeram alguns para a igreja há vinte anos, podem não mais funcionar hoje. Vamos encontrar novos meios para contar-lhes a velha, velha história – e deixem os jovens conduzir. Ninguém conhece mais do que eles o que apela à sua geração. Vamos parar de dar sermão e começar a ouvilos.

  • Precisamos usar todas as ferramentas que a tecnologia nos dá para alcançar a juventude. Temos uma geração de jovens que cresceram na frente de uma tela de computador. Se não os alcançarmos através dessas telas, perderemos a chance de comunicação com muitos deles.

  • Devemos encontrar novos caminhos para transmitir os valores e estilo de vida de nossa igreja aos jovens, de modo que lhes pareçam significativos. Nosso alvo deve ser sempre moldar os jovens à semelhança de Cristo – ajudando-os na obra de recriar Sua imagem neles. Como igreja, precisamos definir nossas prioridades em termos de deixar os valores mais importantes como legado às novas gerações. Para isso, precisamos produzir materiais para ajudá-los a compreender nossos valores e aceitá-los como seus.

  • Precisamos nos apropriar das poderosas mensagens que foram dadas à igreja, através do ministério profético de Ellen G. White, e torná-las acessíveis e significativas à nova geração. Para muitos jovens, ler os escritos da Sra. White é como ler em língua estrangeira. Precisamos tornar esses escritos disponíveis em linguagem atual e incentivar nossos jovens a lê-los.

  • Precisamos continuar a usar e expandir os programas que estão funcionando bem em nossa igreja – Desbravadores, Aventureiros, Sociedades JA – assim como devemos buscar idéias novas, novas abordagens. As necessidades de nossos jovens e adolescentes de 16 anos em diante clamam a nós.

  • Precisamos desenvolver abordagens que lhes oferecerão salvação e capacitação para o serviço.

  • Precisamos enfatizar o quanto nossos jovens podem fazer para partilhar o amor de Jesus em regiões com necessidades especiais. Vocês já ouviram falar na “janela 10/40” – a região do mundo que os líderes cristãos identificaram como a que tem menor índice de penetração do cristianismo? Este é um desafio evangelístico para a nova geração – e a nossa geração deve ser aquela que abrirá o caminho!

  • Devemos dar ao evangelismo o primeiro lugar em cada nível do ministério jovem. Esta é a nossa missão!

 III – O que a Igreja deve Fazer:

Se quisermos ver nossa herança adventista do sétimo dia, nossos valores, nossos sonhos de levar ao mundo a mensagem do Salvador – se quisermos ver essas coisas vivas em nossa geração, então dediquem-se irrestritamente a nutrir espiritualmente, liderar e amar a presente geração de jovens!

No tempo de Moisés, o povo de Deus enfrentou um inimigo – o poderoso Faraó do Egito e o seu exército invencível. Porém, Moisés foi à presença de Faraó e transmitiu a mensagem de Deus para deixar Israel ir. E então Faraó perguntou: “Mas quem irá?” E a resposta foi a seguinte: “Havemos de ir com nossos jovens, e com os nossos velhos, com os nossos filhos e com as nossas filhas.”(Êxo. 10:8,9).

Iremos com nossos jovens e velhos, com nossos filhos e filhas! Meus amigos, quando estivermos diante do inimigo de Deus, preparando-nos firmemente para nossa jornada à terra prometida, podemos unir nossa voz à de Moisés, dizendo essas palavras? “Iremos com nossos jovens e velhos, com nossos filhos e filhas!”

Vamos nos dedicar totalmente a levar conosco nossos filhos e filhas para a terra prometida? Vamos deixar que eles marchem na vanguarda do nosso exército? O desejo de Deus é que nenhum de nossos preciosos filhos seja deixado para trás no Egito, terra de escravidão. Ele quer todos nós – jovens e velhos, filhos e filhas – marchando contra o inimigo, saindo da terra da servidão, marchando rumo à Terra da Promessa.

Apelo:  Quantos se unirão a mim, dedicando-se à salvação de nossos jovens, treinando-os e capacitando-os para o serviço? Quantos se unirão no preparo do exército jovem de Deus para a batalha final? Quantos se unirão a mim, dizendo. Sim!

 Iremos, com nossos filhos, com nossas filhas, com nossos jovens para o reino de Deus?

DEUS ABENÇOE O DEPARTAMENTO JOVEM!

Baraka Muganda – Diretor Mundial dos Jovens

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