Missão do Ministério Jovem

1 02 2009

ja_desenho-brancoEnfoque primordial do MINISTÉRIO JOVEM , salvação em CRISTO JESUS.

“Trabalhar em favor dos jovens, promovendo companheirismo e fortalecimento espiritual, capacitando-os para o serviço da igreja e comunidade”.

Nossa tarefa :

=> Conduzir os jovens à compreensão de seu valor individual, e a descobrirem seus dons e capacidades espirituais.
=> Equipá-los e capacitá-los para uma vida de serviço na igreja e na comunidade.
=> Assegurar a integração dos jovens em todos os aspectos da vida e liderança da igreja a fim de que possam participar plenamente na missão da igreja.
=> Entendemos que o MINISTÉRIO JOVEM é para, com e a favor dos jovens no contexto da igreja como família.
=> Afirmamos que um ministério equilibrado incorporará as dinâmicas bíblicas do companheirismo, fortalecimento espiritual, culto e missão.
=> Encontramos inspiração na PALAVRA DE DEUS. em nossa história e temos fé em Deus quanto ao futuro.
=> Nossa filosofia encontrará expressão em uma ampla variedade de programas e estilos de ministérios ordenados por Deus.

NOSSOS VALORES

Nossos Jovens Nossa primeira responsabilidade é com os nossos jovens que devem receber nosso apoio e orientação para firmar sua fé em Jesus como seu Salvador pessoal, e usarem seu potencial para Cristo.

Nossos pastores Reconhecemos nossos pastores como um valioso recurso e apoio, e respeitamos suas habilidades ao atuarmos de maneira harmoniosa na salvação dos jovens.

Nossa Comunidade Desenvolveremos atividades para melhorara qualidade de vida da comunidade mais próxima de nossa igreja. Apoiaremos também iniciativas de outras organizações de caráter civil.

Nosso Futuro Procuraremos manter elevado os ideais do Departamento JA afim de proporcionar programas que capacitem a Sociedade JA local a ser uma verdadeira ferramenta pra melhorar o nível do ministério jovem no cuidado da juventude.

Nossa Igreja Apoiamos, defendemos e aceitamos os valores ensinados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, em seu trabalho de salvar os jovens e prepará-los para a missão da igreja.

Nosso Deus Adoramos a Deus ao demonstrar amor e carinho através do ministério a favor dos jovens.

Autor: Pr.Paulo Reis





6 Tendências Culturais e o Ministério Jovem

1 02 2009

delaware_placa_6_3A igreja e seu ministério não funcionam isolados. Sem perder de vista sua missão de contracultura, a igreja deve ministrar com o conhecimento das tendências culturais e de seu efeito sobre os jovens. Donald Posterski, sociólogo, pesquisador, autor e analista de jovens e da cultura, identifica seis tendências culturais que influenciam, significativamente, os jovens de hoje.

A tendência do organizacional ao pessoal.

A lealdade institucional já não existe; a liberdade pessoal é o que predomina. A tecnologia permite-nos escolher o que quer que seja – de refeições ligeiras a computadores velozes. O VCR permite-nos assistir ao que queremos, quando queremos e com quem queremos. A Internet oferece informação sobre quase todos os tópicos que desejamos pesquisar. Nesse clima de liberdade de escolha pessoal, a igreja deve conquistar o respeito e a lealdade de seus jovens. Nossa tarefa é convencer cada jovem de que nosso ministério é válido e útil para eles.

A tendência do escrito ao visual.

A maioria de nós que está lendo este material cresceu quando a tecnologia de vídeo estava iniciando (ou não existia). Nossa fonte essencial de informação era o material impresso. Livros e palestras são meramente um meio (e não algo empolgante como era) para a atual fornada de adolescentes onde obtêm a informação de que necessitam. Por exemplo, os CD-ROMs com textos breves, fotos e sons substituíram os longos textos das enciclopédias. Os sempre presentes TV e vídeo divertem enquanto transmitem a informação. O ministério jovem necessita acompanhar o passo dos jovens e a forma como aprendem. É necessário ser visual como também verbal e reconhecer que a mídia desempenha um papel preponderante na vida dos jovens.

A tendência do cognitivo ao afetivo

Muitos de nós fomos criados com uma forte ênfase no conhecimento. Por contraste os jovens de hoje vivem em uma cultura onde o sentimento tem a prioridade, onde o coração tem a prioridade sobre a razão. Para muitos de nossos jovens um toque tem mais poder do que uma idéia persuasiva. Aprender sobre Deus não é suficiente. O jovem de hoje busca na igreja a ajuda para ter uma experiência com Deus no culto e em sua vida.

A tendência da verdade para o relativismo.

O jovem vive em um mundo onde o preto e o branco tornaram-se cinza; o certo e o errado foram reduzidos à experiência e à opinião pessoal. “O que é certo” com muita freqüência torna-se no “O que é certo para mim”. Nosso desafio é ensinar a verdade de Deus de uma forma que ajude o jovem a aplicá-la em uma sociedade cada vez mais complexa. Se o nosso ministério jovem for verdadeiramente relacional, seu objetivo total será sempre levar o jovem Àquele que é a verdade.

A tendência do cristão para o secular.

A sociedade tornou-se pluralista; a voz cristã é agora uma entre muitas. Por isso o cristianismo perdeu muito do poder cultural que uma vez teve; certamente, tornou-se um alvo seguro para a mídia. Nesse ambiente pluralista, o ministério jovem tem maiores possibilidades de encontrar jovens que são cristãos passivos do que jovens ateístas ativos. Enfrentamos o desafio de dar razões convincentes ao cristianismo e de fortalecer a fé onde quer que a encontremos.

A tendência dos papéis sexuais definidos à igualdade dos sexos.

Na geração passada os rapazes e moças tinham uma expectativa claramente definida sobre o que se esperava que fossem – algumas vezes para seu detrimento.

O jovem de hoje tem mais oportunidades e mais escolhas. A amizade entre os sexos opostos já não mais está limitada ao namoro. O ministério jovem eficaz ajudará o jovem a selecionar suas prioridades e a fazer escolhas sábias.

Fonte: CD-ROM Capacitando a sua Liderança – UNEB





O Grande Exército de Jovens de Deus

29 01 2009

sxc.hu

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I – Realidade Atual:

 Gostaria que vocês imaginassem um exército. Um grande exército às vésperas de uma batalha. O inimigo está acampado bem do outro lado da colina, pronto para atacar, porém o exército em defesa enfrenta um terrível problema.

À medida que a hora do confronto se aproxima, um grande número de soldados começa a desertar. Um a um, escapam e desaparecem. Os oficiais comandantes chamam seus nomes escritos em seu registro, mas não há resposta. E então, com tristeza, balançam a cabeça e riscam o nome da lista. Novos recrutas são trazidos, mas mal conseguem cobrir o número de desertores. Os comandantes decretam medidas duras para evitar a fuga, mas nada parece ajudar.

Enquanto isso, os soldados que permaneceram se mantêm ocupados. E o que estão fazendo? Não estão marchando, treinando com suas armas ou fazendo ataques repentinos no território inimigo. Não. Foi-lhes ordenado que limpassem as latrinas e cavassem buracos – sem parar, dia após dia. Muitos deles reclamam. “Esse trabalho é tedioso e degradante, e sem nenhum objetivo também. “Há um inimigo bem atrás das colinas e por que não nos preparamos para lutar contra eles?”

Alguns soldados jovens unem-se ao exército, ansiosos para irem à batalha, mas depois de semanas e meses fazendo um trabalho sem sentido, sentem-se desanimados. “Entrei no exército errado!” Alguns exclamam enquanto depõem as armas e fogem durante a noite.

Os oficiais comandantes estão preocupados. Sabem que o inimigo está se aproximando e eles estão perdendo rapidamente um número cada vez maior de soldados. Como irão lutar com um exército desfalcado e desanimado? Alguns oficiais começam uma campanha para tornar o exército mais atrativo aos seus soldados.

Organizam partidas e jogos na tenda -refeitório; passam filmes todas as noites e organizam eventos esportivos. Os soldados apreciam o entretenimento, embora o número de desertores aumente cada vez mais. Mais tarde, quando lhes perguntaram por que abandonaram as fileiras, alguns dizem: “Sim, o entretenimento era bom, mas eu posso ir às festas e praticar esportes nas cidades vizinhas, e não tenho que me preocupar em usar uma farda ou comer a comida do exército. Por que eu deveria ficar no exército, só para me divertir?

Quando os oficiais se reúnem para decidir como devem lidar com a crise, sentemse desalentados. Examinam as estatísticas e o número de desertores continua a crescer, enquanto o número de recrutas é baixo e o ânimo é fraco. Porém, o mais grave é que atrás das colinas, eles podem ouvir o rufar distante dos tambores e o som agudo das trombetas. O inimigo está a caminho.

Hoje, eu pergunto a vocês, meus amigos, é este o quadro do nosso exército no amanhecer do século vinte e um? É este o exército da juventude adventista do sétimo dia?

Há mais de um século, Ellen G. White, a mensageira do Senhor, escreveu as palavras que têm sido o grito de conclamação para a obra da juventude desde então. A maioria de vocês conhece essas palavras e muitos as decoraram:

Com tal exército de obreiros como o que poderia fornecer a nossa juventude devidamente preparada, quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao mundo todo!”

Nestas palavras extraídas do livro Educação, encontramos a missão do jovem adventista do sétimo dia. Nossa tarefa tem sido sempre preparar a juventude e enviá-la ao mundo todo para partilhar a mensagem de salvação. Temos um grande exército!

 Com um grande potencial – muito maior do que Ellen White jamais sonhou quando escreveu essas palavras.

Aqui estamos no início de um novo século, um novo milênio, à espera do combate, com o inimigo fazendo ataques diários em nosso território, pronto para deflagrar uma terrível carnificina contra nós. Onde está nosso exército? O que os soldados estão fazendo?

Em muitos lugares, com freqüência ao longo da história, os oficiais comandantes, têm enfrentado o problema que lhes descrevi nesta parábola. Muitos de nossos jovens estão desertando da igreja. Muitos dos que ficam estão descontentes e procurando algo mais. Dedicamos nossos esforços para mantê-los no acampamento, entretendo-os, mas isso não parece contribuir para que a maré de soldados desertores abaixe em nossas fileiras.

Por que o exército do qual falei momentos atrás continua a perder seus soldados?

Porque, embora o inimigo esteja perto, e a batalha prestes a eclodir, este exército não lhes deu nada útil ou significativo para fazer? Não os treinou para a batalha ou os enviou para a luta. Os soldados mantiveram-se ocupados fazendo trabalhos insignificantes ou envolvendo-se com entretenimentos vazios, ao invés de serem enviados a realizar a tarefa para a qual foram recrutados.

Os soldados abandonaram as fileiras porque estavam entediados! Os soldados envolvidos na luta, no calor da batalha, podem ter medo, cansaço, podem até mesmo estar feridos, mas dificilmente estarão entediados!

Amigos, quero desafiá-los hoje com esse quadro mental de um exército preparando-se para a batalha. Como um exército vitorioso prepara-se para a luta? Seus soldados são treinados! Sabem qual é o alvo a ser alcançado! Estão prontos para enfrentar o inimigo! E não fogem porque estão entediados, porque sentem que o exército é irrelevante ou porque seus esforços não são valorizados. Sabem que fazem parte de um time que trabalhará em união, até que a vitória seja alcançada!

Somos inspirados pelo nosso passado, somos chamados a moldar o nosso futuro.

Quando consideramos a história do movimento jovem adventista, vemos que nossos jovens pioneiros começaram com um clara visão da batalha que estavam lutando.

Líderes jovens adultos como Tiago e Ellen White, John Andrews, Annie e Uriah Smith começaram na adolescência e no início da juventude levaram o evangelho ao mundo.

Nenhum membro mais velho da igreja estava por perto para reprová-los ou preocuparse com a juventude – a juventude era a igreja! Os jovens eram soldados que lutavam na linha da frente, ocupados lutando cara a cara com o inimigo.

Alguns anos mais tarde, pioneiros como Luther Warren e Harry Fenner, quatorze e dezessete anos de idade, viram que a liderança da igreja estava envelhecendo e que os jovens cresciam na igreja sem ter um claro senso da obra que deveriam realizar.

Assim eles formaram um grupo que se transformou na primeira Sociedade de Jovens Adventistas. Ninguém lhes disse que eram jovens demais para terem sonhos grandes, planos grandes e grandes alvos. Sua visão e liderança foram os catalisadores para este exército de jovens que estão acampados ao nosso redor hoje.

II – Qual é o Nosso Desafio Hoje?

Nosso desafio hoje é revestir-nos do espírito de luta que tem inspirado alguns de nossos jovens e contagiar todo o exército com ele. Como uma pequena fagulha que, em contato com a palha seca, provoca um grande incêndio, queremos ver esta geração de jovens em chamas para Jesus, pronta para concluir Sua obra.

Como faremos isso? Em torno de dois alvos simples: Salvação e Serviço. Mais do que enfatizar como podemos manter a juventude na igreja, como vamos entretê-los, ou como vamos mantê-los longe de encrencas, vamos focalizar sua salvação - convidando-os a experimentar um relacionamento de salvação com Jesus Cristo. E vamos prepará-los para o serviço em suas comunidades e em seu mundo, de modo que possam se engajar na batalha, assim que se unirem ao exército.

Em termos práticos, o que isso significa?

  • Devemos tornar os jovens, discípulos conduzindo-os a um relacionamento com Jesus – que durará a vida toda. Precisamos mostrar-lhes que Jesus pode habitar em seu coração através do Espírito Santo – e não apenas durante uma Semana de Oração ou um congresso jovem, mas em todos os seus anos adolescentes, na fase adulta, e até o fim.
  • Precisamos lidar com os desafios de uma sociedade pós-moderna, de uma geração jovem pós-moderna que não mais considera as coisas em termos de absolutos, mas que tudo é relativo.

  • Precisamos planejar abordagens novas e criativas para ministrar e alcançar.

  • Os métodos que trouxeram alguns para a igreja há vinte anos, podem não mais funcionar hoje. Vamos encontrar novos meios para contar-lhes a velha, velha história – e deixem os jovens conduzir. Ninguém conhece mais do que eles o que apela à sua geração. Vamos parar de dar sermão e começar a ouvilos.

  • Precisamos usar todas as ferramentas que a tecnologia nos dá para alcançar a juventude. Temos uma geração de jovens que cresceram na frente de uma tela de computador. Se não os alcançarmos através dessas telas, perderemos a chance de comunicação com muitos deles.

  • Devemos encontrar novos caminhos para transmitir os valores e estilo de vida de nossa igreja aos jovens, de modo que lhes pareçam significativos. Nosso alvo deve ser sempre moldar os jovens à semelhança de Cristo – ajudando-os na obra de recriar Sua imagem neles. Como igreja, precisamos definir nossas prioridades em termos de deixar os valores mais importantes como legado às novas gerações. Para isso, precisamos produzir materiais para ajudá-los a compreender nossos valores e aceitá-los como seus.

  • Precisamos nos apropriar das poderosas mensagens que foram dadas à igreja, através do ministério profético de Ellen G. White, e torná-las acessíveis e significativas à nova geração. Para muitos jovens, ler os escritos da Sra. White é como ler em língua estrangeira. Precisamos tornar esses escritos disponíveis em linguagem atual e incentivar nossos jovens a lê-los.

  • Precisamos continuar a usar e expandir os programas que estão funcionando bem em nossa igreja – Desbravadores, Aventureiros, Sociedades JA – assim como devemos buscar idéias novas, novas abordagens. As necessidades de nossos jovens e adolescentes de 16 anos em diante clamam a nós.

  • Precisamos desenvolver abordagens que lhes oferecerão salvação e capacitação para o serviço.

  • Precisamos enfatizar o quanto nossos jovens podem fazer para partilhar o amor de Jesus em regiões com necessidades especiais. Vocês já ouviram falar na “janela 10/40″ – a região do mundo que os líderes cristãos identificaram como a que tem menor índice de penetração do cristianismo? Este é um desafio evangelístico para a nova geração – e a nossa geração deve ser aquela que abrirá o caminho!

  • Devemos dar ao evangelismo o primeiro lugar em cada nível do ministério jovem. Esta é a nossa missão!

 III – O que a Igreja deve Fazer:

Se quisermos ver nossa herança adventista do sétimo dia, nossos valores, nossos sonhos de levar ao mundo a mensagem do Salvador – se quisermos ver essas coisas vivas em nossa geração, então dediquem-se irrestritamente a nutrir espiritualmente, liderar e amar a presente geração de jovens!

No tempo de Moisés, o povo de Deus enfrentou um inimigo – o poderoso Faraó do Egito e o seu exército invencível. Porém, Moisés foi à presença de Faraó e transmitiu a mensagem de Deus para deixar Israel ir. E então Faraó perguntou: “Mas quem irá?” E a resposta foi a seguinte: “Havemos de ir com nossos jovens, e com os nossos velhos, com os nossos filhos e com as nossas filhas.”(Êxo. 10:8,9).

Iremos com nossos jovens e velhos, com nossos filhos e filhas! Meus amigos, quando estivermos diante do inimigo de Deus, preparando-nos firmemente para nossa jornada à terra prometida, podemos unir nossa voz à de Moisés, dizendo essas palavras? “Iremos com nossos jovens e velhos, com nossos filhos e filhas!”

Vamos nos dedicar totalmente a levar conosco nossos filhos e filhas para a terra prometida? Vamos deixar que eles marchem na vanguarda do nosso exército? O desejo de Deus é que nenhum de nossos preciosos filhos seja deixado para trás no Egito, terra de escravidão. Ele quer todos nós – jovens e velhos, filhos e filhas – marchando contra o inimigo, saindo da terra da servidão, marchando rumo à Terra da Promessa.

Apelo:  Quantos se unirão a mim, dedicando-se à salvação de nossos jovens, treinando-os e capacitando-os para o serviço? Quantos se unirão no preparo do exército jovem de Deus para a batalha final? Quantos se unirão a mim, dizendo. Sim!

 Iremos, com nossos filhos, com nossas filhas, com nossos jovens para o reino de Deus?

DEUS ABENÇOE O DEPARTAMENTO JOVEM!

Baraka Muganda – Diretor Mundial dos Jovens





Culto JA, Soem o alarme

28 01 2009

por Alexander Rangel, para a Central de Diretores JA

tsir_01Malcolm Allen, em seu livro “Salvação e Serviço” nos chamam atenção ao segundo capítulo de Joel. Referente a uma mensagem de urgência que nos diz que o Senhor está chegando. E se o lermos, à luz de sua aplicação a nós como um povo, ele adquire um significado maior: ”Tocai a trombeta em Sião” (verso 1). E o que é Sião? Sião é Jerusalém. É a igreja de Deus. Sião somos nós mesmos, o grupo de pessoas mencionado em Deuteronômio 6. O texto não diz: “Ide, tocai a trombeta nas ruas”; mais sim: “Tocai a trombeta na igreja. Fazei soar o alarme.” Esse alarme soava perturbação, quando o povo estava em guerra. Ao ouvi-lo, as pessoas corriam.

Era um caso de emergência. Malcolm acredita que o ministério jovem de hoje se encontra em estado de emergência. E que devemos soar o alarme. Soar o alarme no Santo monte de emergência.

Um dos grandes erros por líderes de jovens é imaginar que realizando o Culto JA semanalmente, já está cumprindo satisfatoriamente o seu papel.

Nós líderes, devemos criar um espaço para o jovem dentro das atividades da igreja, e o mesmo tempo recriar um espaço para Deus e a igreja nas atividades diárias da vida do jovem.

Os jovens esperam que seus líderes, ao invés de pensar apenas no Culto JA busquem se necessário, opções de outros programas ou atividades que os envolvam. Sabemos que o Culto JA não é a única tarefa do ministério jovem, mais ocupa um lugar extremamente importante. Ele é o momento onde os jovens  desenvolvem-se   e abre-se para toda igreja, envolvem-se e tem momentos de adoração.

Também tem muitos líderes que tratam o Culto JA como atividade opcional Está  aí o segredo do descrédito do programa em muitas igrejas. Alguns tratam o Culto JA como um show que só deve ser feito quando existem estrelas para participar  (um grupo, um orador, etc…). Outros o encaram como um compromisso desgastante demais que não pode ser realizado todo o Sábado porque não há fôlego para um ano inteiro  sendo assim, é melhor ir devagar.

Vamos pensar juntos: é justo oferecer apenas shows à igreja, e deixá-la sem programa quando desgastante? Será que este é o único programa desgastante da igreja? Já pensou se o pastor ou o ancião de sua igreja decidisse fazer o culto de quarta-feira a noite apenas uma vez por mês? Isso parece absurdo, não E porque muitas vezes achamos o Culto JA diferente Devemos soar o alarme. Soar o alarme no Santo monte de emergência

‘Irmãos líderes de jovens, o ministério é desafiador. Vocês não podem ser líderes de jovens e pretender, ao mesmo tempo, ser filho da luz e das trevas. “Sede imitadores de Deus.” Nesse ministério há um desafio que Deus espera transcender qualquer coisa que este mundo tem para oferecer, porque somos filhos e filhas de Deus.’
Malcolm Allen

*Alexander Rangel Freitas  é  Líder Máster Avançado JA – RJSUL





O Culto e o Jovem na Igreja Adventista

27 01 2009

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Talvez a desculpa mais comum apresentada pelos jovens na Igreja Adventista do Sétimo Dia hoje é a de que o culto é “maçante”. Essa desculpa parece mantê-los distantes do culto sabático ou torná-los em adoradores totalmente pacíficos. O que não está claro é a conotação do “maçante”. Para a grande maioria dos jovens esse fenômeno “maçante” simplesmente descreve sua percepção de que o culto, como praticado na igreja adventista contemporânea, é irrelevante para eles.

A questão com a qual todos os que somos líderes na igreja nos confrontamos é: Algo pode ser feito para mudar essa percepção? Uma avaliação honesta de nosso conceito, estilo e formato do culto é essencial se desejamos enfrentar devidamente a situação. Esta monografia busca sugerir um caminho que podemos desejar trilhar como um remédio prático para a questão de como a Igreja Adventista do Sétimo Dia pode tornar sua fé tradicional relevante para nossos jovens.

UM PARADIGMA BÍBLICO

Toda tentativa de avaliar questões na Igreja de Deus deve começar com Sua Palavra. Nenhuma questão exige isso mais do que a que está aqui sendo considerada.

Ao estudarmos o motivo bíblico, somo levados a reconhecer DOIS elementos essenciais que abarcam o que podemos definir como “culto bíblico”.1

1. No paradigma bíblico há uma atividade envolvida no culto. Essa atividade é expressa em termos de movimento. Em primeiro lugar há um movimento de cima para baixo, ou movimento de Deus até o homem. Isso pode assumir a forma de mandamentos, ordenanças, bênçãos, ordenanças do culto, proclamação ou capacitação. Em cada exemplo do culto está envolvida a revelação divina. A pessoa deve sentir no culto esse movimento de Deus em direção a ela.

Em segundo lugar, há um movimento de baixo para cima ou movimento do homem em direção a Deus. Esse movimento é expresso em atividades como assembléias, oferta de sacrifício, tomada de votos, confissões, oração e louvor. No culto a pessoa oferece a si mesma como também seus bens a Deus. Quanto mais o adorador se envolve no culto, nesse movimento em direção a Deus, mais satisfatório o culto se torna para ele.

De forma geral, o culto na Igreja Adventista do Sétimo Dia é muito forte no movimento de cima para baixo. Talvez a debilidade do nosso culto resida na inadequação do movimento de baixo para cima. Com esse movimento minimizado, há um efeito limitador no envolvimento do adorador. Parcialmente não seria este o motivo porque o jovem, que por natureza é ativo e envolvido, julgue o culto adventista como “maçante”?

2. Uma conseqüência do conceito da atividade é a noção da comunicação. No culto, Deus e o adorador não apenas se voltam um para o outro; também se comunicam um com o outro. Em primeiro lugar, observamos que ocorre a comunicação verbal/transmissão. Algumas vezes Deus fala diretamente com Seu povo e algumas vezes por meio dos sacerdotes e profetas. Ele lhes diz sobre os pensamentos que tem a respeito deles, ou o que deseja que façam ou como devem viver. Grande parte da auto-revelação de Deus no culto é verbal. No entanto, Deus não é o único que fala. O adorador também se comunica verbalmente. O povo de Deus promete obediência, expressa arrependimento ou louvor a Seu nome.

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